África, a Diversidade num Continente.

África: cinco regiões num continente

Ao visualizar um mapa da África, pode-se ver que dividir o mesmo por regiões a partir da sua localização espacial nos sentidos Norte, Sul, Leste e Oeste, é bem possível, dessa forma, classifica-se o continente em cinco regiões distintas quanto a sua posição geográfica: Norte da África, Oeste da África, África Central, Leste da África e Sul da África.

Norte da África: como o próprio nome já diz, é a área situada ao norte do continente e que vem a ser banhado pelo Mar Mediterrâneo, em sua maioria, fazendo parte desta região cinco países. Também não se pode esquecer que ao sul desta região se encontra o deserto do Saara.

Oeste da África: é uma região muito confusa do ponto de vista político. São quinze nações que dividem um espaço caracterizado por áreas desérticas (Saara, ao norte) e florestas tropicais. Em sua economia local, a exploração de petróleo destaca-se com uma atividade bem atraente para os países.

África Central: caracterizada pelos inúmeros conflitos da década de 90 que marcaram profundamente a região, a África Central ficou conhecida no mundo pelos conflitos no Zaire que o transformaram em República Democrática do Congo. Oito países fazem parte desta região, destacada por grandes florestas tropicais em razão de estar na latitude 0 do globo.

Leste da África: também conhecida como “Chifre da África”, por sua forma física do extremo leste africano, é uma área bem diversificada por ter países bem estruturados e urbanizados, como é o caso do Quênia, e em contraponto a isto, existe à Somália e Etiópia, nações mergulhadas em problemas gerados pelas suas guerras civis. Nesta região encontram-se dez países bem distintos, tantos nos aspectos físicos como humanos. É na divisa entre Uganda, Tanzânia e Quênia que existe o lago Vitória, que é considerado a nascente do rio Nilo.

Sul da África: o extremo sul africano é representado pelas diferenças existente ente os onze países no campo socioeconômico, principalmente, pois o contraste entre a África do Sul, nação bem desenvolvida, se comparada aos outros países africanos, em relação aos demais é visivelmente percebido. Este país exerce um poder centralizador nesta região, onde a economia é seu ponto forte. Observa-se também uma diversidade natural neste espaço, em razão de possuir grandes vales férteis e vastos desertos como o Kalahari, sendo no delta do Okavango (Botsuana) acontece uma das maiores e mais impressionantes migrações do mundo, a dos gnus.


Aspectos Socioeconômicos

Agora, analisar a África destacando suas características culturais, promove uma divisão bem diferente da anterior. Ao observar o continente africano pela sua ocupação ao longo dos anos, classifica-se a África em duas regiões: África “branca” (cultura árabe) e África “negra” (culturas locais).

Isto é possível em virtude da influência que a região norte da África (árabe) sofreu da ocupação dos povos do Oriente Médio (Ásia) durante os tempos, tendo como resultado um espaço totalmente adverso da África “negra”, sendo esta última caracterizada pelas culturas regionais provindas de milenares tribos africanas. Também é possível destacar a própria cor da pele dos africanos nessas duas regiões: os descendentes de árabes possuem uma tez clara, em grande parte, enquanto que os africanos relacionados com as culturas tribais já têm uma cor mais negra.

Sendo assim, a África vem a ser o resultado de anos de ocupação e influência das mais diversas culturas do mundo que remodelaram e transformaram seu continente num espaço diversificado e muitas vezes carente de recursos econômicos, por outro lado, suas belezas naturais são únicas e, por enquanto, estão permanentes em todo seu território.

Postado por  Jussara Miguel Helal Dorelli

Fonte: http://www.algosobre.com.br/geografia/africa-a-diversidade-num-continente.html

África, a Diversidade num Continente.

África: cinco regiões num continente

Ao visualizar um mapa da África, pode-se ver que dividir o mesmo por regiões a partir da sua localização espacial nos sentidos Norte, Sul, Leste e Oeste, é bem possível, dessa forma, classifica-se o continente em cinco regiões distintas quanto a sua posição geográfica: Norte da África, Oeste da África, África Central, Leste da África e Sul da África.

Norte da África: como o próprio nome já diz, é a área situada ao norte do continente e que vem a ser banhado pelo Mar Mediterrâneo, em sua maioria, fazendo parte desta região cinco países. Também não se pode esquecer que ao sul desta região se encontra o deserto do Saara.

Oeste da África: é uma região muito confusa do ponto de vista político. São quinze nações que dividem um espaço caracterizado por áreas desérticas (Saara, ao norte) e florestas tropicais. Em sua economia local, a exploração de petróleo destaca-se com uma atividade bem atraente para os países.

África Central: caracterizada pelos inúmeros conflitos da década de 90 que marcaram profundamente a região, a África Central ficou conhecida no mundo pelos conflitos no Zaire que o transformaram em República Democrática do Congo. Oito países fazem parte desta região, destacada por grandes florestas tropicais em razão de estar na latitude 0 do globo.

Leste da África: também conhecida como “Chifre da África”, por sua forma física do extremo leste africano, é uma área bem diversificada por ter países bem estruturados e urbanizados, como é o caso do Quênia, e em contraponto a isto, existe à Somália e Etiópia, nações mergulhadas em problemas gerados pelas suas guerras civis. Nesta região encontram-se dez países bem distintos, tantos nos aspectos físicos como humanos. É na divisa entre Uganda, Tanzânia e Quênia que existe o lago Vitória, que é considerado a nascente do rio Nilo.

Sul da África: o extremo sul africano é representado pelas diferenças existente ente os onze países no campo socioeconômico, principalmente, pois o contraste entre a África do Sul, nação bem desenvolvida, se comparada aos outros países africanos, em relação aos demais é visivelmente percebido. Este país exerce um poder centralizador nesta região, onde a economia é seu ponto forte. Observa-se também uma diversidade natural neste espaço, em razão de possuir grandes vales férteis e vastos desertos como o Kalahari, sendo no delta do Okavango (Botsuana) acontece uma das maiores e mais impressionantes migrações do mundo, a dos gnus.


Aspectos Socioeconômicos

Agora, analisar a África destacando suas características culturais, promove uma divisão bem diferente da anterior. Ao observar o continente africano pela sua ocupação ao longo dos anos, classifica-se a África em duas regiões: África “branca” (cultura árabe) e África “negra” (culturas locais).

Isto é possível em virtude da influência que a região norte da África (árabe) sofreu da ocupação dos povos do Oriente Médio (Ásia) durante os tempos, tendo como resultado um espaço totalmente adverso da África “negra”, sendo esta última caracterizada pelas culturas regionais provindas de milenares tribos africanas. Também é possível destacar a própria cor da pele dos africanos nessas duas regiões: os descendentes de árabes possuem uma tez clara, em grande parte, enquanto que os africanos relacionados com as culturas tribais já têm uma cor mais negra.

Sendo assim, a África vem a ser o resultado de anos de ocupação e influência das mais diversas culturas do mundo que remodelaram e transformaram seu continente num espaço diversificado e muitas vezes carente de recursos econômicos, por outro lado, suas belezas naturais são únicas e, por enquanto, estão permanentes em todo seu território.

Postado por  Jussara Miguel Helal Dorelli

Fonte: http://www.algosobre.com.br/geografia/africa-a-diversidade-num-continente.html

Paisagens africanas – Migração de Gnus e Zebras no Parque nacional do Massai Mara no Quênia

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Hienas em meio da Savana Africana no Quênia

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Vista da lua no verão da sanava africana

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Rodovia em meio as montanhas na África doSul

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Por do sol na savana africana – girafas

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África o Berço do Homem

Vídeo sobre o surgimento da humanidade e herança genética

O CONTINENTE AFRICANO

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Procurando na internet coisas interessantes para colocar no blog achei este site: http://www.familiamatioli.com.br como o texto que segue abaixo:

Desde a antiguidade a palavra África sempre se relacionou à idéia de uma terra quente e ensolarada, como parece sugerir sua origem etimológica: Sérvio Honorato, comentarista romano de Virgílio, levanta a possibilidade de que esse nome provenha do latim aprica, “ensolarado”, ou do grego aphriké, “sem frio”. Uma das principais características do “continente negro” é de fato o clima quente que predomina na maior parte de seu território, situado principalmente nas zonas tropicais e equatoriais.

 Incluídas as ilhas litorâneas, a África tem uma superfície de 30.264.000km2, o que corresponde a cerca de um quinto das terras emersas do globo. O continente apresenta forma triangular e maciça, com costas retilíneas e estreitas e acentuada presença de planaltos e planícies. Limita-se ao norte com o mar Mediterrâneo; os golfos de Gabes (Tunísia) e Sirte (Líbia) e os cabos Espartel (Marrocos) e Bon (Tunísia) são os acidentes litorâneos mais importantes nessa zona. A leste, o canal de Suez, o mar Vermelho, o golfo de Aden e o oceano Índico assinalam o limite com o continente asiático; nesse litoral, retilíneo e rochoso em sua maior parte, destacam-se os cabos Guardafui (península da Somália) e Delgado (Moçambique). A costa atlântica, que se estende do cabo Espartel até o das Agulhas (extremo sul), apresenta ampla curva saliente em direção ao oeste, na parte setentrional, onde o cabo Verde (Senegal) marca o limite ocidental do continente; mais ao sul, o litoral se adentra em sentido contrário, formando o amplo golfo da Guiné, para continuar numa linha ligeiramente ondulada até o extremo meridional.

Os principais arquipélagos e ilhas pertencentes ao continente são, no oceano Índico, Madagascar (uma das maiores do mundo), as Mascarenhas (Reunião e Maurício), as Comores, as Seychelles, Zanzibar e Socotra; no Atlântico, a ilha da Madeira, as Canárias, Cabo Verde, Bioko, Príncipe, São Tomé, Ascensão, Santa Helena e Tristão da Cunha.

Geografia física

Geologia e relevo. O continente africano é constituído basicamente por um escudo pré-cambriano de estrutura tabular, muito erodido e com grandes bacias sedimentares (Saara e Congo). Durante a era secundária, a África se separou do continente de Gonduana, do qual também faziam parte a América do Sul, a Austrália, a Índia e a Antártica. No norte, a placa africana formou, ao chocar-se com a placa eurasiática, uma zona de compressão que, durante a era terciária, originou as cordilheiras alpinas situadas dos dois lados do Mediterrâneo. No setor oriental do continente aparece, em contrapartida, um fenômeno de expansão da crosta terrestre, que se manifesta na formação de uma série de falhas tectônicas orientadas de noroeste a sudeste e de nordeste a sudeste. Tais falhas, que compõem o vale do Rift, ou “grande fossa”, são a manifestação de um processo incipiente de formação de uma dorsal oceânica, cujo primeiro resultado foi a separação da península arábica e o surgimento do mar Vermelho, durante a era terciária.

A única cordilheira recente é a do Atlas, situada na zona do Magreb, entre o cabo Bon e a costa atlântica. Esse sistema montanhoso, surgido durante a fase orogênica alpina, consiste em vários alinhamentos separados por vales e planaltos internos, e seu ponto culminante é o monte Tubkhal (4.165m), no trecho mais ocidental.

Ao sul do Atlas se estende o grande planalto desértico do Saara, com superfície de 8.600.000km2 e altitude média de 450m; as depressões de Qattara (Egito) e Bodelê (Tchad), a bacia do Níger e os maciços de Ahaggar (Argélia), Tibesti (Tchad) e Marra (Sudão) são os acidentes geográficos mais importantes dessa zona, caracterizada por suas paisagens de dunas (ergs), planaltos rochosos (hamada ou tasili) e extensões pedregosas (regs). Ao sul do Sahel, zona de transição para os climas tropicais, fica o planalto do Sudão e, já na zona equatorial, se encontra a bacia do Congo, rodeada ao norte e ao sul por planaltos menores e depressões (Tchad, Nilo, Zambeze, Kalahari), a oeste pelos montes Cristal e, a leste, pelo planalto dos grandes lagos; nessa última região erguem-se os maciços de Uganda, Quênia e Tanzânia, de origem vulcânica, nos quais se localizam as maiores altitudes do continente: o Elgon (4.321m), o Quênia (5.494m), o Ruwenzori (5.119m) e o Kilimanjaro (5.895m). A nordeste do vale do Rift, está o maciço da Abissínia, dividido por uma grande fratura no sentido nordeste-sudoeste.

Clima. A distribuição climática da África é basicamente determinada pela latitude das diferentes regiões, estruturadas em faixas simétricas nos hemisférios norte e sul, a partir da linha do equador, que passa pelo centro do continente. Distingue-se em primeiro lugar uma zona de clima equatorial (bacia do Congo, Gabão, Camarão, orla sul do golfo da Guiné e zonas elevadas da África oriental), extremamente úmida e de temperatura elevada, embora moderada pelas chuvas constantes; a oscilação térmica é reduzida, com médias de 25o C. Estendem-se em seguida duas zonas tropicais, ao norte (Sudão) e ao sul (bacia do Zambeze), com estação úmida no verão e seca no inverno.

O Saara e o Kalahari, respectivamente nos hemisférios boreal e austral, constituem duas extensas faixas de clima desértico, muito seco e de grandes amplitudes térmicas — altas temperaturas durante o dia e rápido esfriamento à noite. Por último, os extremos setentrional e meridional do continente — o Atlas e a região do Cabo –_ apresentam clima de tipo mediterrâneo seco, com chuvas na primavera e no outono e estiagem no verão. A altitude oceânica e os cursos fluviais introduzem algumas variantes climáticas regionais no esquema geral.

Hidrografia. Apesar de longos e caudalosos, em geral os rios africanos não têm bons leitos para navegação, dado o relevo acidentado de seus cursos inferiores, com numerosas cascatas e corredeiras. Na vertente mediterrânea desembocam os curtos rios do Atlas, entre os quais se destacam o Muluya, o Shelif e o Medjerda, todos de regime torrencial (ueds), e o Nilo, de regime irregular, que com seus 6.690km é o mais longo do mundo. No Índico deságuam o Zambeze e o Limpopo, ambos de regime irregular de cheias; no Atlântico, o Orange, também de tipo tropical, o Congo ou Zaire, de tipo equatorial (caudal regular), o Níger, o Gâmbia e o Senegal, mais irregulares, e, já na costa marroquina, os ueds Tensift e Sebu.

Dos rios que não correm para o mar, o mais importante é o Chari, que desemboca no lago Tchad, o qual vem sofrendo um processo de dessecação natural. A estrutura tabular do continente e o fracionamento do escudo nas zonas de expansão da crosta favoreceram a formação de numerosos lagos, entre os quais cabe citar o Tana (Etiópia), nascente do Nilo Azul, e, mais ao sul, na região dos grandes lagos, o Rodolfo, o Alberto, o Eduardo, o Vitória — segundo do mundo em extensão, com 69.485km2 –, o Tanganica, com 1.433m de profundidade, e o Niassa.

Flora e fauna. A distribuição climática do continente africano determina diretamente a configuração de suas zonas de vegetação e fauna. A selva equatorial, frondosa e exuberante, abriga numerosas espécies de aves, símios — chimpanzés e gorilas –, répteis, anfíbios e insetos. Nas zonas tropicais estende-se a savana, paisagem de vegetação herbácea, com árvores de folhas caducas (baobá, sicômoro) isoladas ou em bosques; nas savanas abundam os grandes mamíferos herbívoros (elefantes, rinocerontes, hipopótamos, girafas, búfalos, antílopes, gazelas) e os carnívoros (leões, leopardos, hienas, chacais).

As grandes zonas desérticas do Saara e do Kalahari apresentam vegetação muito escassa, de plantas espinhosas, exceto nos oásis, onde crescem formações de palmeiras; insetos, répteis, roedores e alguns mamíferos de grande porte, como os chacais, constituem a fauna adaptada a essas regiões. Nas zonas mediterrâneas cresce o típico bosque baixo, combinado com maquis, garrigue e bosques de pinheiros e carvalhos, onde habitam numerosas espécies animais de clima temperado: lebres, cabras, raposas, aves de rapina, pombas, perdizes, répteis etc.

População

A África é um continente relativamente pouco povoado: sua densidade demográfica é de cerca de 17 habitantes por quilômetro quadrado, só superior à da Oceania. As zonas desérticas, as montanhas da África oriental e o litoral ocidental sul são regiões praticamente desabitadas, enquanto que as costas mediterrâneas e do golfo da Guiné, os planaltos orientais e os litorais do sul e do sudeste do continente abrigam as maiores concentrações humanas, com densidades que, no entanto, quase nunca ultrapassam cem habitantes por quilômetro quadrado. A estrutura demográfica do continente africano se caracteriza pela alta taxa de natalidade, parcialmente compensada por uma mortalidade infantil também bastante elevada, embora esta tenda a diminuir com a progressiva introdução de medidas higiênicas e de assistência médica. Por conseguinte, o crescimento vegetativo é rápido (cerca de três por cento ao ano).

A população do continente se divide, étnica e culturalmente, em dois grandes grupos, separados pela barreira geográfica do Saara. Ao norte fica a África branca, composta de povos de raça mediterrânea misturados em alguns casos com elementos negróides; as principais sub-raças brancas são os grupos caucasóides (berberes do Atlas, cuchitas etíopes) e os semitas (árabes). Ao sul do Saara, a África negra compreende vários grupos principais: os pigmeus das selvas equatoriais, de baixa estatura (menos de um metro e meio) e traços mongolóides; o grupo khoi-san, localizado nos desertos e planaltos meridionais e compostos por bosquímanos e hotentotes, também com traços mongolóides; os sudaneses das savanas da zona boreal, altos e esbeltos; e os bantos da África central e austral, que são os mais numerosos. Outras sub-raças locais são as dos guinéus, baixos e de pele clara, os nilóticos, muito altos, e os etíopes, fruto de uma antiga mestiçagem entre povos de raças branca e negra. No continente africano há também vários milhões de habitantes de origem européia, localizados sobretudo na África do Sul, no Zimbábue e na zona mediterrânea. A ilha de Madagascar é habitada por malgaxes, de raça mongolóide.

O árabe, com seus muitos dialetos, é a língua oficial em toda a zona setentrional de raça branca, mas também se falam idiomas camitas no Atlas (berberes) e no Saara (tuaregues). As línguas nígero-congolesas e, sobretudo, o banto, com grande diversidade de dialetos, são as predominantes na África negra, ao lado das nilo-saarianas e das khoi-san. Línguas importantes são o suaíle, dialeto banto utilizado como língua comercial na África oriental, o africânder (República da África do Sul) e ainda o inglês, o francês e o português, oficializadas em vários países carentes de uma língua local de uso generalizado pela população.

Os três principais tipos de crenças religiosas professadas no continente africano são o islamismo, espalhado por toda a zona setentrional e parte do planalto sudanês e da Somália; o cristianismo, difundido por missionários de diversas igrejas nas regiões da África central e meridional; e o conjunto de religiões animistas praticadas pela maioria da população negra.

Economia

A maior parte da África vive em situação de subdesenvolvimento e pobreza, por várias causas: condições climáticas de extrema aridez ou umidade, pobreza dos solos, técnicas tradicionais, má administração e uma infra-estrutura econômica herdada do colonialismo.

A agricultura e a criação de gado são as atividades mais importantes, embora, à exceção das grandes plantações controladas por proprietários locais ou por empresas estrangeiras, a renda seja escassa e a produção não satisfaça as necessidades alimentares da população. O clima é o fator determinante do tipo de lavoura de cada região. Nas zonas de clima mediterrâneo pratica-se a característica agricultura de cereais, oliveiras, videiras, frutas, legumes etc. As grandes plantações tropicais de cacau, café, chá, seringueiras, sisal, dendê, algodão, banana e cana-de-açúcar ocupam amplas zonas nas franjas tropicais do continente, alternando-se com pequenas lavouras nativas de cereais (painço e sorgo), algodão e hortaliças e com a criação de gado bovino e ovino, de baixo rendimento. As plantações se estendem também pela zona equatorial, combinadas com a exploração de madeiras preciosas (mogno, ébano) e com um tipo de agricultura itinerante de tubérculos (mandioca, batata, inhame), praticada com técnicas rudimentares em solos muito pobres.

A maior riqueza da África são os recursos minerais, explorados sobretudo na República da África do Sul (ouro, diamantes, urânio, vanádio, níquel etc.) e no planalto de Katanga, no Zaire (cobre, zinco, chumbo, estanho), o que favoreceu um importante desenvolvimento industrial nessas regiões. Outros abundantes recursos do subsolo africano são o ferro, a bauxita, o manganês e o cobalto. O Saara possui grandes reservas de fosfatos, petróleo e gás natural. O continente é pobre em jazidas de carvão, mas o enorme potencial hidrelétrico de seus rios e lagos constitui importante fonte de energia, capaz de impulsionar o desenvolvimento industrial; as principais represas são as de Assuã, no rio Nilo (Egito), Owen Falls, na cabeceira do mesmo rio (Uganda), Akosomba, no Volta (Gana), e Kariba, no Zambeze (Zâmbia-Zimbábue).

A indústria só está desenvolvida na África do Sul, o país mais rico do continente (siderurgia, têxteis, produtos alimentícios), no Zimbábue e em alguns países árabes. Zaire e Zâmbia têm algumas indústrias de mineração.

História

A presença do homem no continente africano remonta ao início da era quaternária ou ao fim da terciária. A descoberta de muitos restos de hominídeos fósseis — australopitecos, atlantropos, homens de Neandertal e de Cro-Magnon — em diferentes pontos da África demonstra a importância dessa parte do mundo na evolução da espécie humana e indica, até, a possibilidade de que o homem seja originário desse continente. A seqüência cultural do paleolítico ao neolítico é paralela à de outras zonas da Europa e da Ásia, com diferentes focos de desenvolvimento regional. Muitas zonas do interior do continente, meio isoladas, permaneceram em estágios paleolíticos, embora o processo de neolitização se tenha iniciado em 10000 a.C., com graus diversos de aceleração.

A África setentrional entrou muito cedo na história. O florescimento da civilização egípcia e a inter-relação com outras áreas culturais do mundo mediterrâneo vincularam estreitamente essa região, durante muitos séculos, com o desenvolvimento geral da civilização ocidental. As colônias fenícias, Cartago, a romanização, a fixação dos vândalos e a influência bizantina deixaram em toda a África mediterrânea um substrato cultural que mais tarde seria assimilado e modificado pelos árabes, cuja civilização encontrou no continente africano um importante campo de expansão e consolidação. O Islã se estendeu pelo Sudão, o Saara e a costa oriental, seguindo as rotas comerciais do interior da África (escravos, ouro, penas de avestruz) e estabelecendo encraves marítimos (especiarias, seda) no Índico.

Ao mesmo tempo, a África negra conheceu o florescimento de uma série de impérios e estados, nascidos em conseqüência da submissão de grandes clãs e tribos ao poder de um único soberano de caráter feudal e guerreiro. Os mais importantes desses impérios foram o de Aksum, na Etiópia, que chegou ao apogeu no século XIII; o de Gana, desenvolvido entre os séculos V e XI e sucedido pelos estados muçulmanos de Mali (séculos XIII a XV) e de Songhai (séculos XV e XVI); o reino Abomey de Benin (século XVII); e a confederação zulu do sudeste africano (século XIX).

No século XV iniciou-se a exploração européia das costas ocidentais africanas, estimulada pela busca de novos caminhos para a Ásia, depois do fechamento do comércio no Mediterrâneo oriental por parte dos turcos. Portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses competiram pelo domínio da nova rota mediante o estabelecimento de feitorias costeiras e portos de embarque para o tráfico de escravos. Ao mesmo tempo realizavam-se as primeiras expedições ao interior do continente: Charles-Jacques Poncet na Abissínia, em 1700; James Bruce em 1770, em busca da nascente do Nilo; Friedrich Konrad Hornermann no deserto da Líbia, em 1798; Henry Morton Stanley e David Livingstone na bacia do Congo, em 1879.

Desde o século XIX, os interesses econômicos e políticos das potências européias estimularam a penetração e a colonização do interior da África. O desejo de criar impérios que se estendessem de costa a costa alimentou a rivalidade entre o Reino Unido (que conseguiu ocupar uma faixa de alto a baixo, do Egito à África do Sul, além de outras zonas no golfo da Guiné), a França (estabelecida na África norte-ocidental, em parte da África equatorial e em Madagascar) e, em menor medida, Portugal (Angola, Moçambique, Guiné e diversas ilhas estratégicas), Alemanha (Togo, Tanganica e Camarão), Bélgica (Congo Belga), Itália (Líbia, Etiópia e Somália) e Espanha (parte do Marrocos, Saara Ocidental e encraves na Guiné). A partilha da África se consumou formalmente na Conferência de Berlim de 1884-1885, na qual se firmou o princípio da ocupação efetiva como forma legitimadora da posse de colônias.

O regime colonial acarretou a destruição ou modificação das estruturas sociais, econômicas, políticas e religiosas de grande parte da África negra. A independência das colônias, iniciada depois da segunda guerra mundial e concluída principalmente entre 1960 e 1975, foi ameaçada por graves problemas de integração nacional, resultantes da arbitrariedade das fronteiras herdadas do sistema colonial, além da insuficiência econômica (a população africana cresce com rapidez muito maior que a produção de alimentos). A dependência econômica e política em relação às antigas metrópoles, a administração ineficiente, as disputas tribais e ideológicas, tudo isso agravado pelo crescimento demográfico e urbano, são os principais obstáculos ao desenvolvimento dos novos países, cujos governos, de caráter militar ou presidencialista na maioria, tendem a adotar políticas socializantes como modo de se libertarem das potências estrangeiras. A cooperação coletiva para resolver esses problemas fez surgirem diversas organizações supranacionais baseadas na idéia do pan-africanismo, ou união de todos os povos africanos em torno dos interesses comuns; a mais importante é a Organização da Unidade Africana (OUA).


 

 

África – Brasil: Um Elo de Herança Ancestral

segundo o site http://www.uniblog.com.br/nacoeseaculturadacor/ que achei procurando algo interessante para começarmos nosso post:

     

A MUSICALIDADE DO CANDOMBLÉ NA FORMAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA DE AFRODESCENDÊNCIA

 

Durante quase quatro séculos, negros africanos foram caçados e levados ao Brasil para trabalhar como escravos. Separados para sempre de suas famílias, de seu povo, do seu solo (de fato apenas alguns poucos conseguiram retornar depois da abolição da escravidão), os africanos foram aos poucos se adaptando a uma nova língua, novos costumes, novo país. Foram se misturando com os brancos europeus colonizadores e com os índios da terra, formando a população brasileira e sua cultura. Como aconteceu em outros países da América, a contribuição dos africanos na formação do Brasil foi essencial tanto na composição física da população quanto na conformação do que viria a ser sua cultura, que inclui dimensões como língua, culinária, religião, música, estética, valores sociais e estruturas mentais. Muitos foram os povos africanos representados na formação brasileira, os quais podem ser classificados em dois grandes grupos lingüísticos: os sudaneses e os bantos.

As diferentes etnias chegaram ao Brasil em distintos momentos, predominando os bantos até o século XVIII e depois os sudaneses, sempre ao sabor da demanda por mão-de-obra escrava que variava de região para região, de acordo com os diferentes ciclos econômicos de nossa história, e do que se passava na África em termos do domínio colonial europeu.

Nas últimas décadas do regime escravista, os sudaneses iorubás eram predominantes na população negra de Salvador, a ponto de sua língua funcionar como uma espécie de língua geral para todos os africanos ali residentes, inclusive bantos. Nesse período, a população negra, formada de escravos, negros libertos e seus descendentes, conheceu melhores possibilidades de integração entre si, com maior liberdade de movimento e maior capacidade de organização. O cativo já não estava preso ao domicílio do senhor, trabalhava para clientes como escravo de ganho, e não morava mais nas senzalas isoladas nas grandes plantações do interior, mas se agregava em residências coletivas concentradas em bairros urbanos próximos de seu mercado de trabalho. Foi quando se criou no Brasil, num momento em que tradições e línguas estavam vivas em razão de chegada recente, o que talvez seja a reconstituição cultural mais bem acabada do negro no Brasil, capaz de preservar-se até os dias de hoje: a religião afro-brasileira.

E como parte integrante do culto, e ao mesmo tempo como elemento constitutivo do cotidiano do negro, preservou-se no Brasil um dos mais ricos filões culturais da África: a música, mais especificamente, a música religiosa, com seus ritmos, instrumentos e formas de composição poética.

Assim, em diversas cidades brasileiras da segunda metade do século XIX, surgiram grupos organizados que recriavam no Brasil cultos religiosos que reproduziam não somente a religião africana, mas também outros aspectos da sua cultura na África. Nascia a religião afro-brasileira dos orixás, voduns e inquices, chamada candomblé primeiro na Bahia e depois pelo país afora, tendo também recebido nomes locais, como xangô em Pernambuco, tambor-de-mina no Maranhão, batuque no Rio Grande do Sul. Os principais criadores dessas religiões foram negros das nações iorubás ou nagôs, especialmente os provenientes de Oió, Lagos, Queto, Ijexá, Abeocutá e Iquiti, e os das nações fons ou jejes, sobretudo os mahis e os daomeanos. Floresceram na Bahia, em Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Sul e, secundariamente, no Rio de Janeiro.

Entoaram letras em língua ritual de origem banta, hoje muito deturpada e misturada com palavras do português, soando os tambores com as palmas das mãos e dedos, enquanto os iorubás e fons-descendentes o fazem com varetas, os candomblés angola e congo, como são chamados os templos bantos, cantam um tipo de música que soa muito familiar aos ouvidos dos não-iniciados. Pois foi justamente da música sacra desse candomblé banto que mais tarde se formou, no plano da cultura profana do Rio de Janeiro, um gênero de música popular que veio a ser uma importante fonte da identidade nacional brasileira nos decisivos anos 30 do século XX: o samba.

Por muito tempo o candomblé e as outras formas regionais de culto afro-brasileiro permaneceram mais ou menos confinados a seus locais de origem. Mas logo no início, com o fim da escravidão, muitos negros haviam migrado da Bahia para o Rio de Janeiro, levando consigo sua religião de orixás, de modo que na então capital do país reproduziu-se um vigoroso candomblé de origem baiana, que se misturou com formas de religiosidade negra locais, todas com influências de sincretismos católicos, e com o espiritismo kardecista, originando-se a chamada macumba carioca e pouco mais tarde, nos anos 20 e 30 do século passado, a umbanda. A umbanda e o samba constituíram-se mais ou menos na mesma época, ambos frutos do mesmo processo de valorização da mestiçagem que caracterizou aqueles anos e de construção de uma identidade mestiça para o Brasil.

No Brasil verificou-se um grande retorno à Bahia, com a redescoberta de seus ritmos, seus sabores culinários e toda a cultura dos candomblés. As artes brasileiras em geral (música, cinema, teatro, dança, literatura, artes plásticas) ganharam novas referências, o turismo das classes médias do Sudeste elegeu novo fluxo em direção a Salvador e demais pontos do Nordeste. O candomblé se esparramou muito rapidamente por todo o país, deixando de ser um religião exclusiva de negros, a música baiana de inspiração negra fez-se consumo nacional, a comida baiana, nada mais que comida votiva dos terreiros, foi para todas a mesas, e assim por diante. Ia-se completando, agora de modo escancarado, uma retomada da influências africanas na cultura brasileira, a partir dos terreiros de candomblé, que lá pelos anos 20 e 30 já tinha dado à luz, sem dizer exatamente de onde vinha, a música popular brasileira considerada a mais legítima.

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